DEPUTADO SOBRE EFEITO DE DROGAS E PRESO POR DESACATO DEPOIS DE AGREDIR POLICIAIS.

#Verificamos: Deputado preso em festa que desrespeitou isolamento é filiado ao PSL, e não ao PSOL.

Circula nas redes sociais que um deputado estadual filiado ao PSOL, Gustavo Schmidt, foi preso por “agredir policiais militares em uma festa”.  Essa sugestão foi encaminhada por um leitor da Lupa pelo formulário LupaAqui, no qual é possível recomendar conteúdos para verificação. Confira o resultado:

“Vídeo exclusivo do deputado estadual maconheiro Gustavo Schmidt, (…) detido por agredir Polícias Militares em uma festa (…) em pleno confinamento a que todos estão passando,no bairro de Camboinhas hoje. Além da agressão, desacato, resistência a prisão e ameaças contra os Policiais e a delegada da 76° DP, o TRAFICANTE do PSOL foi enquadrado no artigo 268 do Código Penal por infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena – detenção, de um mês a um ano, e multa. DROGADO DO PSOL”

Mensagem compartilhada no WhatsApp.

 

FALSO:

Embora o deputado estadual do Rio de Janeiro Gustavo Schmidt, de fato, tenha sido preso em uma festa o período de isolamento, ele não é filiado ao PSOL. Na verdade, ele é filiado ao PSL, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro, hoje sem partido, foi eleito em 2018.

Na madrugada da última sexta-feira (27), a Polícia Militar de Niterói recebeu uma denúncia de que, em pleno período de isolamento, um grupo de pessoas fazia uma festa com som alto no bairro Camboinhas. Schmidt era uma das pessoas presentes na festa. Os policiais prenderam o deputado alegando que ele estava “alterado” e agrediu um dos agentes – embora o político argumente que foi agredido e revidou “em legítima defesa”. O vídeo que circula pelo WhatsApp é verdadeiro e mostra a prisão do deputado.

Schmidt foi eleito deputado estadual do Rio de Janeiro em 2018 pelo PSL, partido no qual, na época, Bolsonaro estava filiado, com 34,9 mil votos. Foi sua primeira eleição bem sucedida. Antes disso, tinha sido candidato a vereador em Niterói pelo PMDB, mas não se elegeu.

Materiais de campanha (aqui e aqui) mostram Schmidt junto com o presidente, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), e o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ). É possível verificar, também, seus posicionamentos políticos em sua conta no Twitter – inativa desde abril do ano passado.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

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Redação amazoniaemfoco

Fonte: piaui.folha.uol