Violência contra Mulheres sobem em Rondônia.

Agressões e assassinatos de mulheres sobem 254% em Rondônia no 1° semestre de 2020, revela Anuário.

De acordo com o anuário, 39 mulheres foram assassinadas entre janeiro e junho de 2020 no estado. No mesmo período do ano passado foram 11 vítimas. Rondônia é o estado brasileiro que mais registrou crescimento de homicídios dolosos com vítimas do sexo feminino. Tocantins, que aparece em segundo lugar, teve um crescimento de 142,9% no primeiro semestre deste ano (subiu de 7 para 17 mortes).

O anuário indica ainda que Rondônia está entre os 14 estados com crescimento de mortes violentas intencionais acima da média nacional no primeiro semestre (que é de 1,5%).

Feminicídios

O Anuário Brasileiro também divulgou a quantidade de feminícidios no país. No primeiro semestre deste ano ocorreram quatro crimes deste tipo em Rondônia, o que representa um crescimento de 33,3%.

Já no primeiro semestre de 2019, segundo o relatório, o estado teve três crimes registrados como feminicídio.

Feminicídio é o tipo de crime de violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Estupros

Os dados do primeiro semestre indicam um crescimento de 127,8% no número de mulheres estupradas no estado.

Entre janeiro e junho, 41 mulheres foram vítimas de estupro, enquanto no mesmo período de 2019 ocorreram 18 casos.

Lesão corporal contra mulher

Os relatório semestral indica um crescimento de 158% nos casos de lesão corporal dolosa contra mulheres em Rondônia.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram 124 vítimas entre janeiro e junho deste ano, ante 48 registrados no mesmo período de 2019.

Ameaças contra mulheres

Também cresceu em 124%, durante a pandemia, o crime de ameaça contra mulheres em Rondônia.

Foram 1.599 vítimas ameaçadas entre janeiro e junho de 2020. No mesmo período do ano passado eram 713.

Violência doméstica

O anuário também indicou o total de ligações ao 190, registradas sob a natureza violência doméstica. Em Rondônia houve um crescimento de 138% de violência doméstica entre janeiro e junho. Foram 431 ligações, ante 181 no primeiro semestre do ano passado.

Conforme já havia sido adiantado pelo G1, em meio à pandemia, muitas mulheres acabaram se vendo confinadas com seus agressores ou perderam o contato com sua rede de apoio, que, muitas vezes, auxilia na denúncia da violência sofrida ou no próprio acolhimento das vítimas.

Para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a pandemia escancarou a necessidade da elaboração de políticas de segurança para as mulheres considerando os mais diferentes tipos de opressão e desigualdade às quais estão sujeitas.

Por G1 RO