CORONAVÍRUS: SECRETARIA DE SAÚDE DE VILHENA TOMA MEDIDAS DE PRECAUÇÃO E PLANEJA CONSCIENTIZAÇÃO

Ações de higiene, elaboração de palestras e protocolos do Ministério da Saúde estão sendo executados

Após o surto de um novo coronavírus nos últimos meses na China e em vários países, a Prefeitura de Vilhena está tomando medidas para proteger a população da cidade e conscientizar os moradores sobre a importância dos cuidados a fim de evitar contaminação. Palestras, protocolos de segurança médica e ações de higiene visam prevenir a contaminação dos vilhenenses com a nova ameaça viral.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Afonso Emerick, as ações seguem o protocolo do Ministério da Saúde. “Conforme os boletins do Governo Federal, estamos analisando com cautela cada caso, pois os sintomas são bastante parecidos com os da influenza comum. Ainda não temos casos suspeitos em Vilhena e nenhum confirmado em Rondônia. Os médicos já estão preparados para diagnosticar a doença e seguir as recomendações do Ministério da Saúde”, garante.

Segundo o Boletim Epidemiológico n° 04, do Ministério da Saúde, os sintomas do novo coronavírus são principalmente respiratórios e podem envolver febre, tosse e dificuldade para respirar. O protocolo de atendimento de um caso suspeito é composto de três etapas:

(1) Isolamento, na qual o paciente deve utilizar máscara cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em quarto privativo. (2) Avaliação, na qual são feitas coletas de amostras respiratórias, primeiros cuidados de assistência e (3) Encaminhamento, na qual os casos graves são encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento, enquanto os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) de Rondônia também emitiu documento alertando sobre o estado do vírus em Rondônia e as precauções necessárias.

Apesar de Rondônia ter dois casos suspeitos, no último sábado o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, disse que “o Ministério da Saúde e a SES/Rondônia revisaram os casos notificados e os mesmos não se enquadraram na definição de caso. Os dados atualizados sobre novo coronavírus estão disponíveis diariamente na Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, disponível em www.plataforma.saude.gov.br”.

A coordenadora da Atenção Básica de Saúde de Vilhena, Ana Carla Andreola, revela que palestras de educação em Saúde estão sendo planejadas e deverão informar os profissionais de saúde, os pacientes e beneficiários das unidades públicas de saúde sobre os riscos do vírus. Da mesma forma, o diretor do Hospital Regional de Vilhena (HRV), Faiçal Akkari, explica que a equipe médica do HRV está preparada para lidar com a situação, conforme as orientações do Governo Federal.

O VÍRUS – Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecida desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em humanos e animais. Geralmente causam doenças respiratórias leves ou moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Porém, alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS, também na China. Todos os coronavírus podem ser transmitidos de pessoa a pessoa. De uma forma geral, a principal forma de transmissão se dá por contato próximo de pessoa a pessoa. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia.

RECOMENDAÇÕES AOS PACIENTES – Qualquer pessoa que entrar em contato com o caso suspeito deve utilizar EPI (máscara cirúrgica; protetor ocular ou protetor de face; luvas; capote/avental). É importante realizar higiene de mãos com frequência e ter sempre acesso a sabão líquido, álcool gel, EPI ou higienizantes para o ambiente.

Os moradores com suspeitas devem também permanecer em afastamento temporário em domicílio, mantendo distância dos demais familiares, além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos. O paciente deve ser isolado em ambiente privativo com ventilação natural e limitar a recepção de contatos externos. O acesso em domicílio deve ser restrito aos trabalhadores da saúde envolvidos no acompanhamento do caso. Casos descartados laboratorialmente, independentemente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento. Indivíduos próximos que manifestarem sintomas procurem imediatamente o serviço de saúde.

 

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