Drácula da Netflix é versão cansativa e confusa de icônico vampiro

A nova série do Drácula, exibida pela BBC e pela Netflix, não está agradando tanto assim os fãs do clássico personagem.

Segundo o CBR, a série tenta ser bem-sucedida explorando a representatividade LGBTQ e o empoderamento feminino,mas nada disso é suficiente para tornar Drácula uma obra tão interessante quanto as outras sobre o personagem.

Drácula no centro

A grande proposta da série do Drácula é colocar o personagem no centro. Nos livros originais escritos por Bram Stoker, Drácula está sempre ao fundo, sendo retratado pela perspectiva de outros personagens. Na série da Netflix, Drácula é de fato o personagem principal da história.

A Irmã Agatha, que serviria como uma protagonista feminina, chega a ser interessante, mas nada que tire os fãs de Drácula do sofá.

No fim, a série se perde em reviravoltas sem propósito e em uma história que tem pouco a dizer. As próprias reviravoltas em si não são impressionantes, e só adiam o final sem graça de Drácula.

Com três episódios e 90 minutos de história, Drácula não consegue sustentar seu público – como Sherlock conseguiu.

Além do protagonista interpretado por Claes Bang (The Square), o elenco tem ainda Jonathan Aris (Black Mirror: Bandersnatch), Sacha Dhawan (The Boy With the Top Knot), Nathan Stewart-Jarrett (Misfits), Catherine Schell (007: A Serviço Secreto de Sua Majestade), Youssef Kerkour (Jack Ryan) e Clive Russell (Game of Thrones).

Drácula está disponível na Netflix.

Fonte: observatoriodocinema

Criada por Mark Gatiss e Steven Moffat, dupla criativa da série Sherlock, a nova série do Drácula tenta dar uma renovada na mitologia em torno do personagem, mas acaba falhando em agradar os fãs.