Veja dados: construção civil em Vilhena vive melhor momento dos últimos 6 anos, Semtic comenta crescimento da cidade

Há quase o dobro de obras comerciais e residenciais em 2020 na comparação com anos anteriores.

INVESTIMENTOS PÚBLICOS impulsionam crescimento da construção civil de particulares: 2019 e 2020 se destacam nos últimos 17 anos

Vilhena está em ebulição. Mesmo durante a pandemia, o número de obras comerciais e residenciais particulares em andamento é quase o dobro neste ano em comparação com a média dos seis anos anteriores. Diversas obras de infraestrutura realizadas pelo Município recentemente estimulam construtores, empresas e moradores a investir na cidade, construindo como raramente se viu. Os dados compilados desde 2004 pela Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan) foram analisados pela Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio (Semtic).

M² CONSTRUÍDOS – A média mensal de metros quadrados (m²) construídos na cidade, residenciais ou comerciais, nos anos de 2019 e 2020 ficou em terceiro e quarto lugar, respectivamente em toda a série histórica de 17 anos da cidade, ficando atrás apenas de 2008 e 2013. No ano passado foram construídos, em média, 12,2 mil m² por mês e em 2020 o índice está em 11,1 mil m². Nos quinze anos anteriores a média foi de 9,8 mil m². O segundo pior ano da construção civil na cidade nestes quase 20 anos foi 2017, com apenas 7,3 mil m² construídos por mês, sendo o ano de 2006 o que registrou o menor índice mensal: 5,7 mil m².

Analisando separadamente, as obras do setor comercial e residencial, é possível perceber que 2020 se destaca na terceira colocação do período quando o assunto é construção residencial, tendo apresentado média mensal de 7,5 mil m² construídos, contra 5,5 mil m² dos 16 anos anteriores e perdendo apenas para os anos de 2010 (8,5 mil m²) e 2013 (9,7 mil m²).

No âmbito comercial, a construção civil em 2019 e 2020 também está acima da média dos últimos 15 anos, com destaque para 2019, que apresentou cerca de três vezes mais obras de empresas que em 2017, que foi o pior ano dos 17 considerados. Em todo o ano de 2019 foram construídos 62.433 metros quadrados em obras comerciais, contra apenas 22.047 em 2017. Isso coloca 2019 no quinto melhor ano da série histórica, quase empatado com o terceiro e quarto lugar (2012 e 2004, respectivamente), ficando atrás ainda somente de 2008 e 2013.

EXPEDIÇÃO RECORDE DE ALVARÁS – Se houve aumento expressivo na metragem construída, houve elevação recorde na quantidade de obras iniciadas. Apenas de janeiro a julho de 2020 houve mais de 700 obras iniciadas no município, com expedição de alvará na Prefeitura. Isso dá média de 101 alvarás por mês neste ano, contra média de apenas 59 alvarás mensais desde que este dado passou a ser compilado pela Semplan, em 2014. Um aumento de 72%.

BOM MOMENTO DA CIDADE – O secretário municipal de Turismo, Indústria e Comércio, Marcondes Cerrutti, destaca que o momento positivo da cidade está evidente nestes números. “Nossa cidade se tornou um canteiro de obras e o investidor acredita no crescimento do município. A Prefeitura iniciou grandes obras de infraestrutura, vários quilômetros de asfalto, drenagem, parques, estradas e muito mais. Tudo isso permite que as pessoas invistam mais, tenham estímulo para construir. Estamos também nos destacando como polo educacional, além de sermos o município que mais exporta no estado de Rondônia. Isso faz de Vilhena um dos melhores locais para se investir e construir no Estado”, conclui Marcondes.

Neste sentido, de acordo com o setor de engenharia e projetos da Secretaria Municipal de Planejamento, a média mensal de asfaltamento em Vilhena mais que dobrou nos últimos 18 meses em relação aos anos de 2017 e 2018. Enquanto foram feitos 4,91 quilômetros de asfalto em 2017 e 2018 (média de 204 metros por mês), o ano de 2019 registrou 6,71 quilômetros e 2020 pouco mais de 1,2 quilômetros, totalizando 7,9 quilômetros, com média mensal 440 metros por mês no período, aumento de 116%. Vários quilômetros de pavimentação ainda devem ser concluídos este ano, bem como diversas licitações de asfaltamento.

 

Semcom (parte das fotos é de 2019, antes da pandemia)