Azul reduz sua capacidade consolidada em cerca de 90% entre 25 de março e 30 de abril.

Com poucos passageiros, aviões ficam estacionados no Aeroporto da Pampulha.
Aviões ficaram estacionados no aeroporto

Com a disseminação do novo coronavírus (Covid-19), muitos aeroportos estão com as operações reduzidas por causa da diminuição de passageiros. A reportagem de O TEMPO esteve nesta manhã no Aeroporto da Pampulha e flagrou vários aviões estacionados.

A empresa de linhas aéreas Azul que faz os voos comerciais no aeroporto informou que “em função das medidas de contenção e quarentena que estão sendo implementadas em todo o país e que limitam significativamente a mobilidade de clientes, tripulantes e parceiros, a Azul está reduzindo sua capacidade consolidada em cerca de 90% entre 25 de março e 30 de abril”, informou a companhia aérea.

A Azul esclareceu que Belo Horizonte foi afetada por essa redução, mas que não consegue, no momento, dar os números exatos de voos reduzidos a empresa disse ainda que está em contato com os clientes impactados pelas alterações para providenciar a reacomodação deles.

A Infraero informou que o Aeroporto da Pampulha é uma das bases de contingenciamento em nível nacional, em virtude da redução das atividades das empresas aéreas. Na Pampulha os funcionários que podem fazer home-office já estão adotando as medidas, os que trabalham no local, segundo a Infraero, atuam com equipamentos de segurança de prevenção ao vírus.

Veja o que mais diz a Infraero:

Diante da pandemia do novo coronavírus, Covid-19, a Infraero esclarece que todos os 47 aeroportos que administra atualmente estão operacionais e, em caso de novas orientações do Governo Federal, as seguirá irrestritamente. As operações aéreas nos 44 aeroportos da Rede Infraero (além de outros três contratos de gestão) estão ocorrendo normalmente, sem interrupção na prestação de serviço aeroportuário, conforme as normas do setor. “Isso ocorre porque o transporte aéreo é fundamental para o deslocamento, por exemplo, de órgãos para transplante, equipes médicas, além da movimentação de mercadorias e equipamentos médicos”, afirma o presidente da empresa, Brigadeiro Paes de Barros.

O presidente da Infraero lembrou ainda que, considerando o nível de controle dos aeroportos, os equipamentos têm sido requisitados para que sirvam como pontos de apoio para governos estaduais e municipais, por exemplo, na triagem de pessoas possivelmente infectadas. “A Infraero sempre teve uma relação de parceria com as administrações públicas locais, o que não seria diferente, neste momento, em que temos que nos unir no combate ao Covid”, afirmou Paes de Barros.

Quanto ao uso de equipamentos de proteção individual, a Infraero também está alinhada com as determinações da Anvisa. De acordo com a agência, os profissionais em aeroportos, apenas durante a recepção de voos internacionais, devem sempre utilizar máscara cirúrgica. Caso haja relato de presença de caso suspeito, devem também utilizar avental, óculos de proteção e luvas.

Para o processamento de voos domésticos, não há recomendação de uso desses EPIs. No entanto, a Infraero tem reforçado as medidas de higienização e segurança com seus funcionários, não só por canais externos, mas também por meio de comunicações internas.

Redação Amazoniaemfoco

Fonte: TWITTER @OTEMPO